Muita gente que conversa comigo sobre política me pergunta qual o meu lado, se Direita ou Esquerda? Eu sempre respondo que o meu lado é daqueles que lutam por uma vida honesta, honrada e feliz. O meu lado é o lado da solidariedade, da correção no agir, do respeito e da fraternidade.
Do meu lado, espero, está Deus, sua lei e seu amor. Mas isso não significa que os que não pensam assim representem a ausência desses valores. Quem não crê em Deus pode e sabe amar, tem noção de certo e errado, vive e morre da mesma maneira que um crente. Ninguém vence a morte.
Do meu lado há um pensamento de que os destinos de uma sociedade pertencem aos seus indivíduos e somente a eles cabe decidir pelo SIM ou pelo NÃO. Do meu lado, na condução da sociedade, não se tolera o lobby egoístico de grupos financeiros, tampouco a compra de consciências. Mas isso não significa que se abomina o dinheiro e os interesses de cada grupo político.
Não quero negar ao outro lado o mesmo legítimo direito de lutar por seus interesses, mas isso não pode ser feito pela opressão, corrupção e desigualdade.
Sou do lado que respeita regras e procedimentos, com boa-fé e justiça.
Sou do lado que reconhece haver, em todos os lados, excessos que merecem nossa total reprovação. Não é porque se defende uma ideia, ou porque se tem um “lado” que os erros dos seus pares merecem punição mais amena do que os mesmos erros e excessos cometidos pelo outro “lado”.
Sou do lado que acredita que o erro não tem lado e por isso deve ser, a todo custo, repreendido e corrigido, sempre por todos.
O meu lado considera que a boa cidadania é, antes de tudo, um REINO DE CONSCIÊNCIA, assim como a terra Santa era para os cruzados e peregrinos.
Estou do lado que acredita que vencer ou perder não são palavras suficientes para determinar o tamanho de um indivíduo. Que na vitória devemos ser respeitosos e retos, jamais arrogantes e vaidosos. Que na derrota, apesar de pensar que tudo acabou, que a luz da vida apagou, isso não é verdade. Há sempre um início, e os jovens e velhos devem saber e entender isso. Porque a grandeza não vem quando as coisas vão sempre bem, na unânime felicidade padrão do sucesso econômico. A grandeza vem quando somos realmente testados, quando sofremos reveses, quando nos desapontamos, quando a tristeza vem. Pois somente quando se está no profundo vale é que conseguimos perceber o quão magnífico é estar no topo da montanha.
Estou do lado daqueles que com orgulho e respeito servem ao próximo, sempre dando o seu melhor, sem jamais desencorajar e sem resmungar.
Estou do lado daqueles que sabem que há alguns que nos odeiam, mas aqueles que nos odeiam não vão vencer enquanto não existir a retribuição do ódio! Porque quando isso acontece, nessa retribuição, é que você se destrói.
Enfim, sou do lado daqueles que sempre tem altas esperanças, bom espírito, profunda humildade e grandeza de coração.
Considerando esses pensamentos, chego a conclusão de que é impossível determinar um lado para o meu pensamento político e humano, porque considero que a forma humana de pensamento é como uma circunferência perfeita, onde a paz está no centro. E não há lados em uma circunferência.
Essa circunferência funciona como uma roda d’agua, que a cada ciclo lança ao ponto máximo um conjunto valores enquanto joga ao fundo outros, e nessa dinâmica de altos e baixos a sociedade vai variando seu pensar… evoluindo ou regredindo. Sem lados…
0 comentários:
Postar um comentário