(Globo, 07) 1. Dos 27 estados, 13 não aplicam em Saúde o mínimo previsto
em lei. Dados são do governo federal e revelariam que governos
estaduais incluem despesas que não podem ser consideradas no cálculo
final. Os governos estaduais informam oficialmente que aplicam em Saúde
o que a Constituição Federal determina, mas, na realidade, gastam
menos. Incluem na conta gastos que não são considerados essenciais no
setor. Nessa maquiagem, são considerados até despesas com servidores e
aposentadorias em geral, além de despesas com merenda escolar.
2. Segundo dados de 2008 e 2009 já compilados pelo Ministério da Saúde,
13 dos 27 estados gastaram menos de 12% de suas receitas líquidas com as
ações e serviços públicos de Saúde previstos na legislação. São eles:
Santa Catarina (11,74% da receita), Mato Grosso (11,28%), Paraíba
(11,25%), Alagoas (10,77%), Rio de Janeiro (10,75%), Espírito Santo
(10,39%), Maranhão (9,86%), Ceará (9,84%), Paraná (9,84%), Goiás
(9,51%), Piauí (9,01%), Minas Gerais (8,85%) e Rio Grande do Sul (4,37%)
CABRAL FAKE!
(coluna de Ricardo Melo - Folha de SP, 08) Como governante, Sérgio
Cabral é um prodígio de ator. Só lhe falta crachá do Projac. Faz cara de
paisagem ao misturar negócios públicos com jatos privados. Chama
bombeiros de vândalos e depois pede desculpas ao perceber a gafe. Toma
chá de sumiço quando um bonde estatal descarrila e mata seis, mas vai às
lágrimas ao defender royalties para o Rio. Já viveu até seu momento
Salim Curiati, quando defendeu esterilizar os pobres para combater a
criminalidade. Tente agora lembrar uma iniciativa social de peso de sua
autoria. A memória vai ficar girando em falso.
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