domingo, 12 de fevereiro de 2012

O PSDB E CENÁRIO ELEITORAL 2012–RIO DE JANEIRO

 

As pesquisas sobre as eleições do município do Rio apontam uma ampla vantagem do prefeito Eduardo Paes, indicando a possibilidade de vitória em primeiro turno. Há no ar um certo conformismo de que ninguém tem condições de enfrentar a poderosa coalizão formada pelo PMDB – que carinhosamente chamo de MONOPMDBPÓLIO ou PMDBPÓLIO.

Maquiavel deve estar rindo em seu túmulo, seus ensinamentos foram aplicados a risca pelo PMDB, e a divisão da oposição está permitindo mais uma vitória importante.

O PSDB, uma possível força de oposição, foi aniquilado, seus vereadores e políticos, constantemente assediados pelo PMDB, não resistiram. Em 2011, simplesmente 50% da bancada tucana debandou. Patrícia Amorim e Marcelo Arar voaram para o poleiro governista.

Para piorar, a briga interna para a indicação do candidato tucano a prefeito, envolvendo a vereadora Andrea Gouveia e o Deputado Federal Otávio Leite não poderia ter tido resultado pior. Como sou um tucano, esperava que a executiva Nacional do PSDB seguisse o modelo paulista de prévias. NÃO O FEZ! Ao contrário, seguiu o pior caminho, o do tapetão. Brasília é terra de Otavio, a Executiva Nacional estava bem mais acessível e, como sempre, os amigos dos amigos sempre escolhem … os amigos. Andrea Gouveia foi simplesmente ignorada, jogada para escanteio, e só tomou conhecimento da decisão pelos jornais.

Por maiores que sejam minhas divergências com a vereadora, principalmente por ter aderido, em muitas oportunidades, ao governo Paes, em especial, votando em muitas ocasiões contra os interesses dos servidores do Rio, não posso deixar de reconhecer essa injustiça.

A vereadora, no entanto, merece minhas homenagens e meus elogios pela forma como se portou, com espirito democrático e dignidade. Poderia muito bem, depois dessa deselegante atitude da Executiva Nacional, sair do partido para buscar outra legenda que permitisse a realização de seu sonho pessoal de ser prefeita. Fiquei contente ao ver sua resposta ao partido. Mesmo irritada – com toda a razão- triste e desapontada, desabafou seu descontentamento sincero e manteve a decisão de permanecer no partido. Esse comportamento maduro merece o aplauso e o reconhecimento de TODO O PSDB! Eu espero que todos os líderes do partido reconheçam esse ato de LEALDADE!

Coloco a resposta que a vereadora encaminhou à Executiva Nacional do PSDB - https://www.facebook.com/profile.php?id=100002086062842:

“Prezado membro da Executiva Nacional do PSDB,

Na tarde de ontem (8 de fevereiro), recebi telefonema do Deputado Federal Rodrigo de Castro, do PSDB de Minas Gerais, comunicando que entregaria relatório aos membros da Executiva Nacional recomendando o Deputado Otavio Leite como candidato à prefeitura do Rio de Janeiro.

O deputado comentou que, ao contrário do que fizera o Deputado Otávio Leite, eu não havia conversado com os membros da Executiva e, assim, perdera a oportunidade de defender meu nome como a melhor alternativa tucana.

Sinto-me na obrigação, portanto, de esclarecer que o meu “imobilismo" nada tem a ver com desfeita ou desinteresse em me apresentar à Executiva Nacional. Em nenhum momento fui informada, ou sequer percebi, que o "corpo a corpo" com cada integrante da Executiva determinaria o desfecho de um - esperado saudável e necessário debate de idéias sobre o futuro do Rio de Janeiro.

Na verdade, aguardava a decisão sobre os critérios objetivos em que se daria essa escolha, com amplas conversas com formadores de opinião do Rio - políticos, jornalistas, acadêmicos, sociedade civil - além, claro, do debate final entre os candidatos.

Agradeço a gentileza do telefonema do Deputado Rodrigo de Castro, convidando-me para ir a Brasília para a conversa pessoal, mas na verdade a decisão já havia sido antecipada pela coluna Panorama Político do jornal O Globo de 4 de fevereiro último. Nota do jornalista Ilimar Franco dizia que o Deputado Otávio estava exultante com o resultado do processo de escolha do candidato do PSDB às eleições municipais deste ano – a propósito, o desfecho de um processo, que, para mim, sequer aberto.

Enfim, quero crer que não se define o candidato à prefeitura da cidade com a maior visibilidade do país de uma maneira tão simples. Ingenuidade minha? É possível, mas ainda tenho esperança de que a Executiva Nacional reveja seu método de escolha, e não permita que o partido continue em trajetória cadente no município do Rio de Janeiro, entre outras razões pela falta de diálogo com outros atores capazes de superar obstáculos que emperram seu crescimento na cidade.

No Rio, já perdemos muito espaço político. Perderemos todos?

Cordialmente,

Andrea Gouvêa Vieira
Vereadora – RJ”

Não que eu apoie a vereadora, tampouco o deputado; eu apoio o PSDB, mais que isso, as ideias da SOCIAL DEMOCRACIA. Sou um TUCANO INDEPENDENTE, sem compromisso com pessoas, mas com ideias. Na minha opinião, nenhum dos dois colegas de partido tem condições de vencer essa eleição se não formar uma coligação forte. As pesquisas mostram números desanimadores, algo em torno de 2% a 5%. Isso é péssimo. Ambos os candidatos são conhecidos pela especialização de suas bandeiras. Ambos são excelentes parlamentares naquilo que sabem fazer, defender os interesses de seu universo de eleitores. Creio que essa porcentagem das pesquisas seja composta, em sua maioria, por eleitores do grupo específico deles.

Nenhum dos dois candidatos, na minha humilde opinião, preparou um objetivo global, de interesse MUNICIPAL. Nenhum dos dois mostrou pautas de interesses a outros grupos, ampliando o leque de exposição. Aos servidores, nada foi dito. A vereadora, enquanto pode, atacou e criticou esse poderoso grupo de influência. Eu suava muito para defender o PSDB, mas parecia que ela teimava em me desmentir. A defesa apaixonada das OSs, creio, foi a pá de cal que a vereadora lançou para sepultar uma eventual aproximação. Os servidores não querem ver Andrea nem pintada!

Otavio Leite, excelente defensor dos interesses dos portadores de necessidades especiais, “lan houses”, meio ambiente, turismo e educação física, infelizmente trabalha para um grupo muito pequeno, que não tem a capacidade de repercutir sua capacidade e competência em uma campanha majoritária do porte da que acontece no Rio.

Nenhum dos dois candidatos trataram de assuntos importantes da social democracia – como a refundação de um Estado do Bem Estar Social. Especificamente, nenhum dos dois apresentou propostas ou manifestações nesse sentido. Otavio ficou silente e Andrea, meu Deus, fez o oposto, defendeu mecanismos de descentralização e delegação. As OSs, como carro chefe dessa política de delegação de serviços públicos a iniciativa privada, foi um tiro de misericórdia.

A nota “bateu o martelo” que confirmou a candidatura de Otavio Leite confirma o que eu digo. Resumindo, a Executiva disse: “como nenhum dos dois vai ganhar mesmo, no zerinho ou um, ganhou o Leite”.

Se é comigo e a Executiva decide dessa maneira, com um meneio de ombros, dizendo que tanto faz – eu não iria comemorar, ao contrário, ficaria revoltadíssimo e alguém levaria um soco na cara! FATO! Se nem a Executiva Nacional do partido é capaz de enaltecer o ungido, não vai ser o povo quem vai faze-lo! A Executiva disse um claro: TANTO FAZ, ninguém conseguiu alianças nem apoios… não vale a pena debater muito ou elogiar ninguém!

Andrea merece meus elogios pela postura democrática e republicana, aceitou a decisão, embora discordando. Espero que dispute a vereança em 2012 pelo PSDB e, vencendo, busque rever seu atuar orientando-se mais pelo ideário da social democracia. Se o fizer, será prefeita no futuro, CERTAMENTE.

Otavio Leite também merece elogios, afinal de contas, mostrou ser político astuto e eficiente. Venceu em todas as esferas e agora vai ser a ponta de lança do PSDB, mas se pretende ser prefeito, deve começar a apagar os incêndios dentro de casa, conversando seriamente com a vereadora, para selar a paz interna. Pois o que começa quebrado…. termina quebrado. Esse é o primeiro grande desafio de Otavio Leite.

Voto 45 sempre, e tento, sempre que posso, ajudar a conquistar votos para o partido. Mas confesso que, nessa eleição, em qualquer cenário de candidato – Andrea ou Otavio- a coisa vai ser muito pesada.

Contudo… tudo o que é mais difícil, deixa a vitória mais gostosa. Vamos lutar.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

FAÇA ESTADO, NÃO FAÇA GUERRA

É comum a crítica de que o servidor público é vagabundo, que ganha e não quer trabalhar, e por isso é um peso para a sociedade. Nas costas do servidor público é lançada a conta e a fatura de tudo o que de pior acontece na gestão de recursos e atividades do Estado. São os servidores os principais culpados pelos rombos previdenciários, orçamentários, pelos baixos valores do salário mínimo e das aposentadorias. A falência dos serviços públicos de saúde, segurança, educação, transportes, dentre outros, tem um único responsável: o servidor público.

Nos jornais, e em toda a mídia em geral, a palavra de ordem é atacar sistematicamente essa “praga”, chamada servidor público. Em espaços de opinião, toda a sorte de economistas, a serviço do mercado, vituperam que a ineficiência de toda a Administração pública decorre quase que exclusivamente da incompetência dos servidores públicos.

Há uma impressão generalizada de que o serviço público, qualquer que seja, é destinado à ineficiência e ao colapso. O modelo liberal e neo-liberal, que defende estar nas mãos da iniciativa privada o Santo Graal da eficiência, competência e da boa gestão, é inclemente ao dizer que na elevada carga tributária estão as digitais desses criminosos chamados servidores públicos.

Em alguns momentos, essa torrente de argumentos que afoga a sociedade, parece fazer algum sentido. Parece verdade, a culpa é dos servidores. Contudo, não se vê a abertura de espaços para que os servidores prestem contas e se defendam dessas acusações. Ao servidor não há direito de defesa. A impressão que fica é a de que os servidores são tão incompetentes que nem conseguem organizar seus pensamentos para apresentar uma defesa razoável.

Em um programa famoso de TV a cabo, foi realizada uma entrevista para discutir os rumos, as mazelas e o futuro do serviço público. Pasmem, nenhum servidor, sindicalista, representante de classe ou associação foi chamado. No debate, apenas economistas, políticos e um antropólogo. Todos, em uma sinergia unânime, concordaram e sustentaram que os servidores representam um custo, um custo que não gera benefícios e que, historicamente, vem deles as raízes da corrupção.

Confesso que ficou difícil entender se o programa pretendia debater soluções para problemas, ou se pretendia propor uma “SOLUÇÃO FINAL” para a questão dos servidores.
Tomando como verdade absoluta todo esse discurso crítico contrário ao serviço público, procurei buscar, no mar da competência e qualidade de serviços prestados pela iniciativa privada, as razões e os exemplos objetivos de sucesso que confirmariam ser a iniciativa privada, e não o poder público, a única capaz de entregar os serviços básicos de excelente qualidade exigidos pela sociedade.

Analisei o sistema bancário, que é composto por bilionárias e gigantescas instituições que tem a capacidade de gerir bem recursos, aumentando os lucros e reduzindo custos. Infelizmente, constatei uma série de exemplos negativos. Trabalhadores oprimidos, os serviços cheios de imperfeições e erros, demora no atendimento, filas, desrespeito ao idoso, abusos sobre abusos. Na “terra dos livres”, os bancos foram os responsáveis pelo início de uma nova era de pilhagem e escravidão. O que a propaganda mostrava, a realidade desmentia. Os escândalos, as falências, as irregularidades, a gestão fraudulenta, a corrupção, foram expostos nos telejornais e ficou claro, para mim, que a solução para melhorar os serviços públicos não estava naquele modelo.

Na exemplar indústria automobilística, as constatações foram desanimadoras. Assim como no sistema de bancos, os trabalhadores sofrem, as leis de segurança do trabalho não são respeitadas e os direitos dos consumidores, usuários dos produtos, são sistematicamente burlados. Os carros produzidos não são seguros, basta ver a quantidade de “recalls” que fazem a festa dos meios de comunicação. É evidente que os produtos não estão aptos a fornecer ao consumidor o que ele mais quer: segurança e conforto.

A telefonia, fixa e móvel, dispensa comentários. Sua política “Kafkaniana” de relacionamento, além de não se prestar a resolver nenhuma demanda do consumidor, é capaz de enlouquecer até o mais pacato monge budista. Apesar de ser um serviço deficiente, há eficiência na emissão e cobrança de suas faturas.

Parece que pretendo justificar a má qualidade do serviço público, considerando a iniciativa privada tão ruim quanto. Não é verdade! O meu intento não é justificar a ineficiência pública, com ineficiência privada. O que pretendo é criticar a crítica que é feita ao serviço público. Creio que conseguirei fazer isso, no curso do texto.

Continuando, deparo-me com a grande indústria do petróleo. Há respostas, lá? Não. É como chegar na porta do inferno e ler: DEIXAI TODA ESPERANÇA, VÓS QUE ENTRAIS. É essa a indústria que mais desrespeita o ser humano, que mais viola leis ambientais, que omite, o quanto pode, suas falhas. É a indústria dos desastres com danos irreparáveis. Não, definitivamente, não há ali um bom exemplo de gestão.

No sistema privado de educação deve existir boas respostas, afinal, nos vestibulares, são os alunos da rede privada que contam com as maiores chances de sucesso. É um sistema que constrói um bom cidadão? Não! O sistema privado de educação não forma bons cidadãos, na verdade é um sistema que forma bons decoradores de fórmulas, bons decoradores de questões, excelentes decoradores de receitas de sucesso, como aqueles cachorrinhos de circo. Não há uma visão de solidariedade, de comprometimento com a comunidade, de retorno, de ajuda ao próximo, de questionamento crítico, de coletivo, de opinião livre. Não, mesmo. Os alunos vivem em um ambiente de competição, de adversários, de inimigos concorrentes.

Não importa se é educação pública ou privada, o que se percebe é uma coisificação, uma mercantilização do ser humano. As meninas viram reboladoras mascadoras de chiclete que usam saias justas e os meninos são modelos estereotipados de “pegadores”. A única diferença está na capacidade financeira de cada grupo. A minissaia da aluna de escola pública é da PXC, e a da escola particular, da Cavalera. O conteúdo, lamentavelmente, é o mesmo.

Se há alguma diferença marcante, deve estar no sistema privado de saúde. O atendimento deve ser bom, sem filas, com tratamento amplo e capaz de atender as necessidades dos pacientes. Mas, não foi dessa vez. A remuneração de médicos é aviltante, as filas existem e no lugar do “não tem vaga” e do “não tem médico”, existe o “o seu plano não tem essa cobertura”. Os idosos são delicadamente convidados a sair aos 60 anos. Na data do aniversário do contrato, recebem de presente um reajuste de mais de 250% em seu seguro. De fato, não há atendentes feios, suados ou grosseiros dizendo aquilo que não queremos ouvir, eles foram substituídos por cartinhas ou telefonemas com aquelas vozes “pasteurizadas”, de sotaque baiano, paulista, mineiro ou gaúcho, que, sutilmente, delicadamente dizem um sonoro: NÃO TEM VAGA, NÃO TEM MÉDICO, NÃO TEM TRATAMENTO.

É possível arriscar dizer que a busca por um modelo melhor de gestão pode durar toda a eternidade. Jamais vamos encontrar algo que tenha mais vantagens do que um serviço público universal.

Eis a verdade: o sistema capitalista tem um pilar fundamental que se chama livre mercado, livre concorrência. Mas esses mesmos capitalistas, que se chamam liberais, libertários, que defendem a igualdade e a liberdade de condições para todos, sem essa tutela maternal do Estado, detestam competir. Foram eles quem inventaram o MONOPÓLIO, o TRUSTE, o CARTEL e todos os mecanismos que impedem a regular e laureada LIVRE CONCORRÊNCIA. Ah, esses capitalistas! Eles querem que a competição exista, desde que eles não sejam os perdedores. Eles dizem para o todo o mundo que todos tem o direito de tentar, de vencer, de arriscar, de ganhar e perder, mas se esquecem de dizer que essa equação só vale se quem perde é VOCÊ. Só você tem o direito de perder.

Quem entendeu essa “malandragem”, foi Karl Marx que, de forma bem interessante, contra-argumentou dizendo mais ou menos o seguinte: “péra, lá! Essa competição só vai ser justa somente se os detentores do controle do sistema abdicarem de suas vantagens – por bem ou por mal- então, com a distribuição dessas vantagens para TODOS, de forma JUSTA e IGUAL, é que se pode começar a pensar um mecanismo adequado de competição e de relações econômicas”.

Marx acertou no nervo dos capitalistas, que ficaram bem contrariados!Afinal, quem está disposto a dividir seu rico dinheirinho?

Não quero muito avançar nesse debate, o meu objetivo é, apenas, preparar você, meu caro leitor, para o que vou dizer agora. O sistema capitalista detesta qualquer ideia de igualdade ou equidade. Por natureza, é um sistema fundado no egoísmo e na desigualdade. O utilitarismo, um pensamento deles, defende isso claramente.

Como o capitalismo está repleto de mazelas e incongruências, precisa, desesperadamente, de alguém para servir de “inimigo”, de alguém para competir. Qualquer ideia que envolva solidariedade ou cooperação, causa arrepios. O simples gesto de apertar as mãos, para eles, é algo que restringe a individualidade e representa um perigo para a liberdade individual (pode ver, em filmes e na TV, que quem mora nesses países é frio, não gosta muito de abraços, de cumprimentos, parecem uns robôs). Só importa o indivíduo, que é o centro de tudo. Esse pensamento insere a primeira forma de competição – é o indivíduo contra o mundo!

É um ambiente que não é saudável. No Japão, o índice de suicídios é elevado e nos EUA o índice de estudantes loucos e assassinos é assustador. Aquele que não consegue vencer, recebe o bilhete amarelo de Jean Valjean, e vira um eterno perdedor a ser excluído e nunca reintegrado. Como nessa cultura ninguém gosta de perder, e o capitalista detesta perder, a saída é a TRAPAÇA. Enquanto uns destroem a competição instituindo monopólios, outros acabam com a competição à bala! No melhor estilo BANG-BANG. A dinâmica é a mesma.

No Brasil, é bom atentar para isso, esse fenômeno começa a dar sinais de que está criando raízes. É por isso que devemos pensar se é isso que queremos para a nossa sociedade.

A concorrência cria um ambiente de rivalidade, de inimizade e insegurança. Os inimigos precisam ser derrotados. Como? GUERRA.

O sistema capitalista precisa viver em guerra. São dois os motivos; 1º, alimenta a competição; e 2º como na guerra só o que importa é a vitória, se consegue impedir uma análise adequada dos próprios atos. Na guerra, valores como consideração, solidariedade, comunhão e fraternidade cedem espaço para o vencer, sobreviver, subjugar, conquistar e lealdade absoluta e cega. Não importa como se obtém a vitória, o que importa é alcançá-la. Não importa se existe trabalho escravo infantil, se os investidores da NIKE estão lucrando e a concorrência enfraquecida, OK.

O serviço público é o grande inimigo do sistema capitalista. A razão é óbvia. Se existe disponível ao cidadão um serviço público com qualidade e gratuito, quem vai gastar com os serviços pagos? Como os capitalistas vão lucrar? O serviço público é uma ameaça ao lucro do capitalista.

Nesse ambiente de solidariedade e cooperação, onde o cidadão paga impostos que são revertidos em serviços gratuitos, os capitalistas têm verdadeiras crises de ódio. Para eles, esse comportamento é o mesmo que jogar dinheiro no lixo.

Mas atacar essa ideia de solidariedade e cooperação, de forma direta e franca, causa um impacto bem negativo e os capitalistas não são ingênuos. Eles atuam como os vilões de desenho animado, como o Dick Vigarista, sabotando seus adversários. Isso é fato, basta ver que no mundo corporativo, o expediente usado por todos os funcionários que querem subir na empresa é a sabotagem e o ardil. A malandragem é uma qualidade/defeito do indivíduo e como o capitalismo é pró-indivíduo, é pró-malandragem.

Então, eles invadem o Estado, implantam seus agentes sabotadores no sistema público, reduzindo a eficiência, a qualidade e impedindo uma competição entre público e privado. A invasão vem pelo financiamento de partidos, de eleições, de políticos que, vaidosos e sem o menor compromisso com o bem comum, aceitam servir aos interesses sombrios de seus financiadores.

Nessa guerra criada, a única linha de defesa e combate é justamente o servidor público. Como é impossível varrer de uma vez todos os servidores, se inicia um amplo e insidioso movimento de asfixia desses soldados. O objetivo é desestimular o maior número de combatentes, até que eles abandonem seus postos. Os que resistem formam dois grupos: os abnegados e os desestimulados, que acabam por funcionar como uma espécie de agente duplo, trabalham mal, criam uma imagem negativa do serviço público e dos servidores. É dessa categoria que os capitalistas mais precisam. É fundamental, para os capitalistas, retirar qualquer imagem positiva do serviço público, incutindo na população a ideia de que a culpa do mal atendimento vem da má vontade e não da grande sabotagem.

O concurso público é uma importante arma contra esse modo de sabotagem. Infelizmente, são criados mecanismos de burla e desvio via terceirizações, contratações temporárias, Oss, cargos em comissão e etc. Esses mecanismos permitem uma invasão de pessoas incapazes e sem o menor compromisso com o serviço público. É óbvio, eles são empregados do setor privado.

Mesmo sob esse fogo cerrado, uma multidão de servidores públicos continua em seus postos de combate, lutando sem cansar, sem recuar, resistindo a todas essas formas de violência e opressão. Heroicamente, impedem o avanço daqueles que querem o fim do serviço público. Contudo, a cada dia, a luta fica mais difícil. A guerra é injusta, suja e vil.

Mesmo com todas essas deficiências, provocadas intencionalmente pelos agentes do capitalismo, os hospitais, as escolas, os bombeiros, os policiais mantém, na medida do possível, as portas abertas PARA TODOS, estendendo a mão e recebendo a TODOS. Mesmo trabalhando nas piores condições, recebendo os piores salários, continuam a trabalhar, porque acreditam que além do dinheiro, do capital, da riqueza, do luxo, uma sociedade não conhece a vitória se não cultivar a compaixão, a solidariedade, o respeito ao próximo e a cooperação. Não existe vitória quando apenas um grupo alcança bem estar. A vitória verdadeira só existe quando a conquista é compartilhada e TODOS SENTEM O MESMO BEM!

NÓS, os servidores públicos, não somos os vilões. Ao contrário, nós queremos ajudar e SERVIR da melhor maneira possível. É esse nosso interesse, nosso compromisso, nosso motivo, nossa motivação. Não aceitaremos, não nos renderemos, não abandonaremos essa ideia, esse valor, essa VISÃO. Não acreditamos no egoísmo do “cada um por si”. Não abandonaremos o navio!

GEORGE ORWELL escreveu que não importa se a guerra é real ou fictícia, a vitória é impossível. A guerra não é feita para ser vencida, é feita para ser PERMANENTE. As bases de uma sociedade hierárquica são fundadas na IGNORÂNCIA E NA POBREZA. Em princípio, a guerra proposta é planejada para manter a sociedade insegura e com medo. Eles não querem que as coisas melhorem.
Na verdade, é uma guerra contra o cidadão, para manter as estruturas desiguais da sociedade. Afinal de contas, para que ter um cidadão saudável, se meus hospitais precisam lucrar? Para que ter uma educação boa, que forme cidadãos CONSCIENTES, se eu não quero ter que explicar meus motivos e meus interesses egoístas? Para que ter uma sociedade segura de si, se eu quero determinar seus destinos? Para que a PAZ? MEU NEGÓCIO É GUERRA.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O PSDB CONTRA-ATACA E DEFENDE FHC E SERRA – CHEGA DE APANHAR SEM REVIDAR!

Fonte: Blog do Noblat
POLÍTICA
PSDB acorda e FHC defende Serra contra livro de jornalista

A propósito do livro "Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso soltou a nota que segue:

"A infâmia, infelizmente, tem sido parte da política partidária. Eu mesmo, junto com eminentes homens públicos do PSDB, fomos vítimas em mais de uma ocasião, a mais notória das quais foi o “Dossiê Cayman”, uma papelada forjada por falsários em Miami para dizer que possuíamos uma conta de centenas de milhões de dólares na referida ilha.

Foi preciso que o FBI pusesse na cadeia os malandros que produziram a papelada para que as vozes interessadas em nos desmoralizar se calassem. Ainda nesta semana a imprensa mostrou quem fez a papelada e quem comprou o falso dossiê Cayman para usá-lo em campanhas eleitorais contra os tucanos. Esse foi o primeiro. Quem não se lembra, também, do “Dossiê dos Aloprados” e do “Dossiê de Furnas”, desmascarado nestes dias?

Na mesma tecla da infâmia, um jornalista indiciado pela Polícia Federal por haver armado outro dossiê contra o candidato do PSDB na campanha de 2010, fabrica agora “acusações”, especialmente, mas não só, contra José Serra. Na audácia de quem já tem experiência em fabricar “documentos” não se peja em atacar familiares, como o genro e a filha do alvo principal, que, sem ter culpa nenhuma no cartório, acabam por sofrer as conseqüências da calúnia organizada, inclusive na sua vida profissional.

Por estas razões, quero deixar registrado meu protesto e minha solidariedade às vítimas da infâmia e pedir à direção do PSDB, seus líderes, militantes e simpatizantes que reajam com indignação. Chega de assassinatos morais de inocentes. Se dúvidas houver, e nós não temos, que se apele à Justiça, nunca à infâmia."

Sérgio Guerra,  presidente do PSDB, também soltou uma nota?:

"O PSDB repudia veementemente a mais recente e leviana tentativa de atribuir irregularidades aos processos de privatização no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e acusar o Partido e os seus líderes de participar de ações criminosas.

As privatizações viabilizaram a modernização da economia brasileira, com centenas de bilhões de investimentos em serviços essenciais e a geração de milhares de empregos.

Todo o processo foi exaustivamente auditado pelo Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal e outros órgãos de controle, e nenhuma irregularidade foi constatada.

O livro agora publicado tem as mesmas características de farsas anteriores, desmascaradas pela polícia, como a “Lista de Furnas”, o “Dossiê Cayman” e o caso dos “Aloprados”. Seu autor é um indiciado pela Polícia Federal por quatro crimes, incluindo corrupção ativa e uso de documentos falsos.

Uma constante dessa fabricação de falsos dossiês tem tido a participação de membros e agentes do Partido dos Trabalhadores. Os que não se envolvem diretamente nas falsificações não têm pudor de endossá-las publicamente, protegidos, alguns deles, pela imunidade parlamentar.

A nova investida ocorre num momento em que o PT está atolado em denúncias de corrupção que já derrubaram seis ministros, e aguarda ansiosamente o julgamento do Mensalão, maior escândalo de corrupção de que se tem notícia na história do Brasil.

Serão tomadas medidas judiciais cabíveis contra o autor e os associados às calúnias desse livro."

sábado, 10 de dezembro de 2011

E A RAINHA DE COPAS DIZ: CORTEM AS CABEÇAS DELES! ESSES SERVIDORES....

O tradicional mote da política lulista “nunca antes na história deste país” foi prodigamente utilizado em todas as ocasiões onde a mídia governista estava. Muitos servidores, não sei por que cargas d´água, não se levantaram contra o massacre intentado pelo PT de Lula, nos últimos 8 anos. Um massacre que, de fato, é mil vezes pior do que o supostamente perpetrado pelo tucanato.

É de se ressaltar o brilhante comentário feito pelos professores Rosa Maria Marques (PUC-SP) e Áquila Mendes (FAAP-SP)[i] sobre a reforma previdenciária encaminhada pelo governo Lula em 2003 que, com clareza solar, esclarece que o governo do PT “retomou os pontos atinentes ao regime dos servidores que foram derrotados durante a reforma promovida por FHC. Caso alguns poucos senadores e deputados não tivessem se rebelado contra a posição do partido, expressando seu descontentamento e sua discordância de diferentes formas, ficaria a impressão de que as manifestações anteriores do PT nunca aconteceram. Mas a bem da verdade, afora algumas surpresas, tais como propor a cobrança de contribuição dos inativos e manifestar um grande desprezo pela aplicação de regras de transição, seu programa de governo já apontava elementos que estariam presentes tanto na proposta como em sua exposição de motivos. Entretanto, na medida em que se constituíam apenas elementos, não revelavam a totalidade de suas implicações, principalmente para quem não é especialista da área. O item sobre a Reforma da Previdência, a partir do parágrafo 47 do Programa de Governo petista de 2002”.

Nesse sentido, os autores supracitados CONCLUEM que “a reforma promovida pelo governo Lula significa um rompimento do contrato estabelecido entre o Estado e os servidores atuais. Esse rompimento é de extrema violência, pois desconsidera que o funcionário público não tem como alterar sua atitude passada na relação consumo/poupança. E serão poucos aqueles que conseguirão cumprir todas as condições (idade, tempo de contribuição, tempo de exercício no cargo) para ter direito à aposentadoria integral”.

Em 2003, após encaminhar a PEC da reforma previdenciária ao Congresso Nacional, o ministro da Fazenda, Antônio Palloci, do PT – partido que por décadas atacou a subserviência nacional aos interesses externos e intervencionistas de organismos como o FMI - em carta dirigida a Horst Köhler, diretor gerente do FMI, de “cócoras”, se manifestou:“O governo tem avançado rapidamente no cumprimento de sua agenda para a recuperação econômica e implantação das reformas. Depois de um importante esforço para a construção de consensos, uma proposta ambiciosa de reforma tributária e previdenciária foi enviada ao Congresso antes do previsto. A política fiscal tem se concentrado na redução da dívida pública: a Lei de Diretrizes Orçamentárias, enviada ao Congresso, aumenta a meta de superávit primário de médio prazo para 4,25% do PIB. Além disso, a emenda constitucional que facilita a regulação do setor financeiro – um passo necessário à formalização da autonomia operacional do Banco Central – foi aprovada”[ii].

A situação de calamidade foi agravada para os novos servidores,  prejudicadíssimos com severidade da reforma petista. Para os que já eram servidores até dezembro de 2003 – a regra de transição deixou mantida a integralidade desde que respeitados uma série de requisitos, simultaneamente: idade de 55 anos (mulheres) e 60 anos (homens); tempo de contribuição de 30 anos (mulher) e 35 anos (homens); 20 anos de trabalho no serviço público, 10 anos na carreira e 5 anos de efetivo exercício no cargo em que se der a aposentadoria. Os servidores que atingiram o direito à aposentadoria até 31/12/2005, para cada ano antecipado em relação aos limites de idade, seria efetuada uma redução de3,5% no valor da aposentadoria. A partir daquela data, o redutor seria de 5%. E tais regras implodiram por completo a regra de transição aprovada no governo FHC: que exigia complementação de tempo de serviço para a aposentadoria antes do limite de idade, apenas. A regra de Lula utiliza como fator inibidor a redução do valor da aposentadoria, isto é, ao afetar a integralidade do valor da aposentadoria, tentou-se desencorajar a aposentação precoce de servidores baseada apenas pelo tempo de serviço e sem a idade mínima recém fixada.

FUNDO DE PENSÃO? E A LEI 9717\1998?

Recentemente, o governo ROUSSEFF se movimenta pelas sombras da política iniciando uma nova campanha contra o funcionalismo público. Agora, sustentam que os efeitos da crise financeira internacional – a marolinha – podem afetar as contas do governo. Como alguém deve pagar por isso, já lançam a conta e a fatura nas costas do funcionalismo público, e clamam por mais alterações previdenciárias que, na verdade, significam o desmonte do Estado do Bem Estar Social. Querem empurrar, goela abaixo, a ideia de que esses Fundos de Pensão do servidor, são a salvação da lavoura, mas na verdade é mais um passo dado para se destinar, a cada ano, menos direitos e recursos.  Se o governo usasse as contribuições dos servidores para gerir a própria previdência, não haveria qualquer déficit, tanto no RGPS (Regime Geral de Previdência Social), quanto no RJU (Regime Jurídico Único). Os fundos de pensão das grandes empresas estão aí para mostrar que basta uma boa gestão para se ter superávit. E o assunto Fundo de Pensão para os servidores, jamais existiria.

O “maldito” FHC e o tucanato, em 1998, com a lei 9717, fixou regras para a criação desses fundos de pensão para servidores. Essa lei fixava regras para todos os entes (Estados, Municípios, DF e União) e até hoje ninguém instituiu qualquer tipo de Fundo de Pensão.

Em 2004, o presidente Lula editou MP que, literalmente, implodiu a lei tucana. Agora, o PT retoma o assunto como se fosse o “ovo de Colombo”. Ora, se o PT quer mesmo adotar esse novo sistema de previdência para os servidores, por que não revoga a MP e passa a aplicar a lei de 1998?.

O EX- BLOG do prefeito Cesar Maia traz ALGUNS NÚMEROS DAS DESPESAS COM SERVIDORES, APOSENTADORIAS E PENSÕES DA UNIÃO!

Estudo do Senado mostra que as despesas com terceirizados no governo federal cresceram 86% entre 2005 e 2010. A inflação no período foi de 33,2%, medida pelo IPCA.  Segundo os consultores legislativos Marcos Mendes e Marcos Kohler, o gasto com terceirizados subiu mais que o pagamento de salário a servidores (66%), as pensões (47%) e as aposentadorias (40%). Em vez de reduzir o número de terceirizados no setor público, como manda o Decreto nº 2.271/1997, o governo elevou o contingente. Segundo dados do site Contas Abertas, em 2007 os gastos com esses trabalhadores foram de R$ 9 bilhões. Em 2010, mesmo com a determinação de que o ano passado seria o prazo final para trocá-los por servidores concursados, as despesas cresceram para R$ 15,5 bilhões.

(IPEA, 12/2011) O gasto com ONGs em 2010 alcançou 4,106 bilhões de reais. Obs. E isso não entra nas despesas como terceirizações. Portanto, o total do gasto de terceirizados + ONGs foi de 19,6 bilhões de reais em 2010 ou 42% das despesas com aposentados.

(TCU) As despesas com pessoal somaram 183,278 bilhões em 2010. Destas com remuneração dos servidores civis e militares foram 83,745 bilhões, com aposentados foram 46,496 bilhões e com pensionistas 26,889 bilhões de reais. Os demais são obrigações patronais, despesas judiciais, etc.. Assim o gasto efetivo e direto com pessoal foi de 157,13 bilhões de reais. Os descontos dos servidores 11% e patronais de 22%, se aplicam as remunerações ou 33% sobre 83,745 bilhões, portanto 27,635 bilhões de reais, que são receitas.

Se tomarmos apenas o gasto com os aposentados, o déficit seria de 18,861 bilhões muito longe dos 51 bilhões que o ministro da Previdência falou em seu discurso no Congresso. O gasto com pensões se projetado, terá uma curva decrescente tanto pelos direitos anteriores que foram interrompidos (como direito a pensão das filhas solteiras, como o fundo de pensão do congresso, como pela maior expectativa de vida da população, como do menor número de filhos).

5. E sempre é bom lembrar que a despesas com juros da dívida pública em 2011 será maior que 200 bilhões de reais, 170% maior que a soma do gasto com aposentadorias e pensões.

6. Portanto, cabe ao Congresso aprofundar a análise dos números e não comprometer o futuro de tantos que sequer fizeram ainda seu concurso público.

CONCLUSÃO

É lamentável ver servidores perdendo o senso crítico na defesa de uma imagem ideal de partido que não existe mais – ou jamais existiu. O tratamento que o PT deu e dá aos servidores segue a máxima que se extrai da fábula “o Sapo e o Escorpião”. Os servidores, como o sapo, com toda a boa vontade, leva o escorpião - PT- ao outro lado do rio, e é ferido de morte pelo animal peçonhento que se limita a dizer: perdão, mas é a minha natureza.

Os servidores precisam entender que a defesa de um serviço público de qualidade exige, necessariamente, um amplo esforço de recomposição salarial, aperfeiçoamento técnico e de valores. Não se revoltar contra um governo que massacra os interesses da categoria, simplesmente por ter votado nesse ou naquele partido, fere de morte a essência do serviço público que é a IMPESSOALIDADE – e é por isso que não importa a sua cor partidária, servidor, a luta de toda a categoria deve ser maior que partidos, deve ter como objetivo PRINCIPAL a dignidade e qualidade de vida de servidores e um serviço público que, para a população, seja motivo orgulho e não tristeza.

Se os servidores não contestarem as ações do governo contra a categoria, só porque há simpatia com o partido no poder, estarão dando um baita tiro no pé....


[i] MARQUES, R. M.; MENDES, A. O governo Lula e a contra- reforma previdenciária. São Paulo em Perspectiva, São Paulo; v. 18, n. 3, p. 3-15, set. 2004.

[ii] MINISTÉRIO DA FAZENDA. Carta de intenção referente à terceira revisão do acordo do Brasil com o FMI, 2003. Disponível em: <http://www.fazenda.gov.br>. Acesso em: 26 ago. 2003

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

INTEIRO TEOR DA DECLARAÇÃO DE OCUPAÇÃO DA CIDADE DE NOVA IORQUE– LINDO

DECLARAÇÃO DA OCUPAÇÃO DA CIDADE DE NOVA IORQUE

Este documento foi aceite pela Assembleia Geral da Cidade de Nova Iorque (NYC) em 29 de setembro, 2011

Ao nos reunirmos em solidariedade para expressar um sentimento de injustiça generalizada, não devemos perder de vista aquilo que nos reuniu. Escrevemos para que todas as pessoas que se sentem prejudicadas pelas forças corporativas do mundo saibam que somos suas aliadas.

Unidos como povo, reconhecemos a realidade: que o futuro da raça humana exige a cooperação de seus membros; que nosso sistema deve proteger nossos direitos e que, após a corrupção desse sistema, resta aos indivíduos a proteção de seus próprios direitos e daqueles de seus vizinhos; que um governo democrático deriva seu justo poder do povo, mas as corporações não pedem permissão para extrair riqueza do povo e da Terra; e que nenhuma democracia real é possível quando o processo é determinado pelo poder econômico.

Nós nos aproximamos de vocês num momento em que as corporações, que colocam o lucro antes das pessoas, o interesse próprio antes da justiça, e a opressão antes da igualdade, controlam nosso governo. Nós nos reunimos aqui, pacificamente, em assembleia, como é de direito nosso, para tornar esses fatos públicos.

 Elas (corporações) tomaram nossas casas através de um processo de liquidação ilegal, apesar de que não eram donos da hipoteca original.

 Elas receberam impunemente socorro financeiro tirado dos contribuintes, e continuam dando bônus exorbitantes a seus executivos.

 Elas perpetuaram a desigualdade e a discriminação no local de trabalho, baseados em idade, cor da pele, sexo, identidade de gênero e orientação sexual.

 Elas envenenaram a oferta de comida pela negligência e destruíram a agricultura familiar através do monopólio.

 Elas lucraram com a tortura, o confinamento e o tratamento cruel de incontáveis animais não-humanos, e deliberadamente escondem essas práticas.

 Elas continuamente arrancaram dos empregados o direito de negociar melhores salários e condições de trabalho mais seguras.

 Elas mantiveram os estudantes reféns com dezenas de milhares de dólares em dívidas pela educação, que é, em si mesma, um direito humano.

 Elas consistentemente terceirizaram o trabalho e usaram essa terceirização como alavanca para cortar salários e assistência médica dos trabalhadores.

 Elas influenciaram os tribunais para que tivessem os mesmos direitos que os seres humanos, sem qualquer das culpabilidades ou responsabilidades.

 Elas gastaram milhões de dólares com equipes de advogados para encontrar formas de escapar de seus contratos de seguros de saúde.

 Elas venderam nossa privacidade como se fosse mercadoria.

 Elas usaram o exército e a polícia para impedir a liberdade de imprensa.

 Elas deliberadamente se recusaram a recolher produtos danificados que ameaçavam as vidas das pessoas, tudo em nome do lucro.

 Elas determinaram a política econômica, apesar dos fracassos catastróficos que essas políticas produziram e continuam a produzir.

 Elas doaram enormes quantidades de dinheiro a políticos cuja obrigação era regulá-las.

 Elas continuam a bloquear formas alternativas de energia para nos manter dependentes do petróleo.

 Elas continuam a bloquear formas genéricas de remédios que poderiam salvar vidas das pessoas para proteger investimentos que já deram lucros substanciais.

 Elas deliberadamente esconderam vazamentos de petróleo, acidentes, arquivos falsificados e ingredientes inativos, tudo na busca do lucro.

 Elas deliberadamente mantiveram as pessoas mal informadas e medrosas através de seu controle da mídia.

 Elas aceitaram contratos privados para assassinar prisioneiros mesmo quando confrontadas com dúvidas sérias acerca de sua culpa.

 Elas perpetuaram o colonialismo dentro e fora do país.

 Elas participaram da tortura e do assassinato de civis inocentes em outros países.

 Elas continuam a criar armas de destruição em massa para receber contratos do governo.*

Para os povos do mundo, Nós, a Assembleia Geral de Nova Iorque que ocupa Wall Street na Liberty Square (Praça da Liberdade), incentivamos todos a fazer valer o seu poder.

Exerçam o seu direito de se reunirem pacificamente; ocupem os espaços públicos; criem um processo para lidar com os problemas que enfrentamos; e gerem soluções acessíveis a todos.

A todas as comunidades que formem grupos e ajam no espírito da democracia direta, nós oferecemos apoio, documentação e todos os recursos que temos.


Juntem-se a nós e façam com que suas vozes sejam ouvidas!

*Esta enumeração de agravos não é fechada nem está completa.
Tradução de Idelber Avelar
Editada e Revisada por Beatriz Schiller e Ryan Green

domingo, 6 de novembro de 2011

QUAL O SEU LADO?

Muita gente que conversa comigo sobre política me pergunta qual o meu lado, se Direita ou Esquerda? Eu sempre respondo que o meu lado é daqueles que lutam por uma vida honesta, honrada e feliz. O meu lado é o lado da solidariedade, da correção no agir, do respeito e da fraternidade.

Do meu lado, espero, está Deus, sua lei e seu amor. Mas isso não significa que os que não pensam assim representem a ausência desses valores. Quem não crê em Deus pode e sabe amar, tem noção de certo e errado, vive e morre da mesma maneira que um crente. Ninguém vence a morte.

Do meu lado há um pensamento de que os destinos de uma sociedade pertencem aos seus indivíduos e somente a eles cabe decidir pelo SIM ou pelo NÃO. Do meu lado, na condução da sociedade, não se tolera o lobby egoístico de grupos financeiros, tampouco a compra de consciências. Mas isso não significa que se abomina o dinheiro e os interesses de cada grupo político.

Não quero negar ao outro lado o mesmo legítimo direito de lutar por seus interesses, mas isso não pode ser feito pela opressão, corrupção e desigualdade.

Sou do lado que respeita regras e procedimentos, com boa-fé e justiça.

Sou do lado que reconhece haver, em todos os lados, excessos que merecem nossa total reprovação. Não é porque se defende uma ideia, ou porque se tem um “lado” que os erros dos seus pares merecem punição mais amena do que os mesmos erros e excessos cometidos pelo outro “lado”.

Sou do lado que acredita que o erro não tem lado e por isso deve ser, a todo custo, repreendido e corrigido, sempre por todos.

O meu lado considera que a boa cidadania é, antes de tudo, um REINO DE CONSCIÊNCIA, assim como a terra Santa era para os cruzados e peregrinos.

Estou do lado que acredita que vencer ou perder não são palavras suficientes para determinar o tamanho de um indivíduo. Que na vitória devemos ser respeitosos e retos, jamais arrogantes e vaidosos. Que na derrota, apesar de pensar que tudo acabou, que a luz da vida apagou, isso não é verdade. Há sempre um início, e os jovens e velhos devem saber e entender isso. Porque a grandeza não vem quando as coisas vão sempre bem, na unânime felicidade padrão do sucesso econômico. A grandeza vem quando somos realmente testados, quando sofremos reveses, quando nos desapontamos, quando a tristeza vem. Pois somente quando se está no profundo vale é que conseguimos perceber o quão magnífico é estar no topo da montanha.

Estou do lado daqueles que com orgulho e respeito servem ao próximo, sempre dando o seu melhor, sem jamais desencorajar e sem resmungar.

Estou do lado daqueles que sabem que há alguns que nos odeiam, mas aqueles que nos odeiam não vão vencer enquanto não existir a retribuição do ódio! Porque quando isso acontece, nessa retribuição, é que você se destrói.

Enfim, sou do lado daqueles que sempre tem altas esperanças, bom espírito, profunda humildade e grandeza de coração.

Considerando esses pensamentos, chego a conclusão de que é impossível determinar um lado para o meu pensamento político e humano, porque considero que a forma humana de pensamento é como uma circunferência perfeita, onde a paz está no centro. E não há lados em uma circunferência.

Essa circunferência funciona como uma roda d’agua, que a cada ciclo lança ao ponto máximo um conjunto valores enquanto joga ao fundo outros, e nessa dinâmica de altos e baixos a sociedade vai variando seu pensar… evoluindo ou regredindo. Sem lados…

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

PRIMAVERA GELADA

"O que a primavera árabe trouxe á Líbia, foi um brutal assassinato por mercenários e que não tem justificativa em tudo o que o Ditador possa ter feito. Quando seguir os trâmites legais e a diplomacia são considerados um demérito para quem os pratica, tenho pena do que o homem se tornou. Perdendo a cada dia seu senso de humanidade, transformou-se num assassino impune contra tudo contra todos. A Primavera árabe, acrescentou mais um capítulo na derrocada do Homem!"

- Autor Desconhecido -

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

MENSAGEM PARA OS LOUCOS COMO EU

Isso é para os loucos, os desajustados, os rebeldes, os encrenqueiros, os peixinhos fora d’água, os que veem as coisas de maneira diferente. Eles não apreciam as regras postas, tampouco apresentam qualquer respeito pelo status quo. Vocês podem mencionar, discordar, glorificar ou difamar. Mas a única coisa que não é possível fazer é ignorar. Porque eles mudam as coisas e empurram a raça humana adiante e se recusam a dizer – é o que tem pra hoje. E enquanto alguns os percebem como loucos, nós vemos a genialidade. Porque só as pessoas que são loucas o bastante para pensar que podem mudar o mundo são as que, de fato, MUDAM.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

AS OSs DEITAM E ROLAM NA PREFEITURA DO RIO!

AS OSs DEITAM E ROLAM NA PREFEITURA DO RIO!
            

(O Dia, 11) A organização social Viva Comunidade, contratada para gerir unidades municipais de saúde, gastou dinheiro público para reformar dois andares da sede da ONG Viva Rio, na Rua do Russel, 76, na Glória. Inspeção do Tribunal de Contas do Município encontrou notas fiscais que comprovam despesas de R$ 140.721, mas o valor das obras pode chegar a R$ 208 mil. De acordo com o TCM, o Viva Rio é uma “espécie de entidade-mãe do Viva Comunidade”. Os técnicos do TCM também condenam a contratação, pela Viva Comunidade, de serviços de consultoria que somam R$ 192.979. Segundo o relatório, a despesa não era necessária, já que a Viva Rio deveria ter experiência no setor de saúde. Para a equipe do Tribunal, a Organização Social cometeu outra irregularidade: descontou de seus funcionários, mas não recolheu aos cofres federais os valores relativos ao imposto de renda e ao INSS.  O relatório informa que a Viva Comunidade usou recursos da prefeitura para fazer os pagamentos com atraso, o que gerou multas e juros de R$ 264.292. Os questionamentos foram enviados pelo TCM para a Secretaria Municipal de Saúde.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

“Não basta demissão. Tem de ter prisão”


“Não basta demissão. Tem de ter prisão”

Manifestação contra a corrupção no Rio - 12 de outubro de 2011, 13h, Copacabana

Segue a convocação feita pelos movimentos "31 de Julho" e "Compartilhe Honestidade":


Aos Cidadãos Brasileiros


Quando: Dia da Criança, 12 de outubro 2011, quarta-feira - 13h
Onde: Av. Atlântica, Posto 4.

TODOS JUNTOS CONTRA A CORRUPÇÃO E A IMPUNIDADE para darmos às nossas crianças um GRANDE presente:


A PERSPECTIVA DE UM BELO FUTURO PARA O BRASIL


Sem pressão da sociedade para mudar o que acontece hoje, nossas crianças jamais terão:

• Saúde de qualidade, Educação de qualidade, Segurança, e sem a ROUBALHEIRA IMPUNE do dinheiro dos contribuintes;

• Corruptos e corruptores na cadeia, devolvendo o que roubaram do povo brasileiro;

• Deputados e senadores “Ficha Limpa”, trabalhando todos os dias pelo bem do Brasil;

• Governantes competentes e zelosos do interesse público, que não as envergonhem diante de tamanho descaso com a moralidade e a ética;

• Juízes (concursados, principalmente nos tribunais superiores) julgando para a sociedade, e não acobertando interesses pessoais dos corruptos que os nomearam;

PARTICIPE DESTE MOVIMENTO APARTIDÁRIO E AUTÊNTICO EM DEFESA DA DEMOCRACIA, DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO E PELO FUTURO DOS CIDADÃOS BRASILEIROS
Vamos em frente, o Brasil precisa de nós e nós somos o Brasil!

Saudações Tucanas

Partido da Social Democracia Brasileira do Rio de Janeiro - PSDB-RJ

Praça Floriano 51 / 15 andar, Cinelândia, Rio de Janeiro, RJ. CEP: 20031-050

Telefax: (21) 2262-4653

Email: psdb-rj@psdb-rj.org.br